

ARCEVO TNA
Essas produções marcaram a história do Teatro Negro e Atitude.
A TOQUE DE CAIXA
Pessoa Invisibilizada. Negra. Guardiã de Ancestralidades.
Curva-se o corpo que sustenta a máquina!
O espetáculo conta a história de um sobrevivente. Homem. Preto. Pobre. Catador de papelão. Seu ofício é de 16 horas por dia. Eis seu fardo. Está farto! Carrega, empurra, pega, levanta e cata caixa.
Mesmo com o corpo enquadrado, massificado, invisibilizado, encaixotado... Continua em trabalho... É preciso se manter de pé.
Em meio à cidade, patrões, caixas e papelões “ele” desperta sua identidade cultural, racial, social, humana... Ancestralidades. Eis a metamorfose e a revolução dos corpos. Eis a história de quando os corpos se levantam e param a máquina.
"De Manhã,
quando eu desço a ladeira
a nega pensa
que eu vou trabalhar
Boto meu baralho no bolso
Meu cachecol no pescoço
E vou pra Barão de Mauá
Trabalhar, trabalhar...
trabalhar pra quê?
Se eu trabalhar
eu vou morrer."

A LATA DE LIXO DA HISTÓRIA
O Teatro Negro e Atitude (TNA) é um grupo mineiro dedicado à pesquisa de elementos da cultura afro-brasileira e seu emprego na arte do ator. O coletivo é fundado em 1994 pelo baiano Hamilton Borges, junto a outros ativistas do Movimento Negro Unificado (MNU). Também fazem parte da formação original as bailarinas Marilene Rodrigues e Marilda Cordeiro e os atores Raí Nonato e Soraia Campos.
Na fase inicial, os interesses do coletivo são essencialmente políticos. O teatro é pensado como ferramenta para mobilizar a sociedade contra o racismo no Brasil e fomentar o debate público em torno da questão. O trabalho emblemático desse período é Conversa de Dois (1997), que alia referências do escritor mineiro Guimarães Rosa (1908-1967) à música “Diário de um Detento”, do grupo de rap Racionais MC’s. O espetáculo é encenado em presídios, comunidades periféricas e centros culturais. Nessa mesma época, o grupo inicia uma longa residência no Centro Cultural Lagoa do Nado, parte do projeto Usina de Teatro1, que busca dar suporte técnico e pedagógico a coletivos cênicos da cidade. A partir dessa residência, o TNA estreita seu diálogo com a região que posteriormente abriga sua sede: o distrito de Venda Nova. No mesmo período, o coletivo conhece um de seus parceiros mais importantes, o diretor Marcos Vogel (1950-2013). Com ele, montam A Lata de Lixo da História (2000). O trabalho marca uma nova fase do grupo, que passa a contar com elenco fixo, além de desenvolver pesquisa sobre a teoria e as técnicas do dramaturgo alemão, Bertolt Brecht (1898-1956). [...]
Ficha Técnica
Texto: Roberto Schwarz
Direção: Marcos Vogel
Preparação Instrumental: Ricardo Garcia
Preparação Vocal: Marco Flavio
Cenário: Felício Alves
Figurino: Profª Carmem e alunos da Oficina de Artes Plástica Arena de Cultura.
Elenco: evandro nunes
Sandra Mariá
Rubens Rangel
Claudio Marco
Regina Lúcia
Marcus Carvalho
Realização: Teatro Negro e Atitude
Ano da Estreia 2000

A SAGA DO CABOCO CAPIROBA
A Saga do Caboco Cabiroba - Inspirado no romance Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro -, narra a história de um “filho de índia com preto fugido”, nascido em Vera Cruz de Itaparica, que alimentava a si a sua família da carne humana daqueles que ali chegavam para colonizá-los, como os padres e os holandeses, sendo que a carne desse último grupo era considerada a mais saborosa A sua encenação, possibilitará, ao espectador brasileiro, o mergulho na culinária, nas terras e nas raízes de suas mestiçagens, através do tema da antropofagia, essencial para o entendimento do caráter híbrido da cultura brasileira.
Ficha Técnica
Texto: João Ubaldo Ribeiro
Direção: Marcos Vogel
Direção Musical: Rodrigo Rodarte
Preparação Instrumental: Carlinhos Ferreira
Preparação Vocal: Eda Costa
Preparação Corporal: Rosangela Ribeiro
Concepção de Cenário e Figurino: Rui Santana,Poliana Espirito Santo e Gton
Elenco: Elaine Fernandes (1ª Montagem)
Rosilda Figueiredo (2ª Montagem)
evandro nunes
Marcus Carvalho
Produção: Luciana Gonçalves
Registro e relatório: Regina Lúcia
Programação Visual: Rubens Rangel
Assistente de Imprensa: Fernanda Oliveira
Trilha sonora Original Elaine Fernandes
Marcus Carvalho
evandro nunes
Iluminação: Richard Zara
Realização: Teatro Negro e Atitude
Ano da Estreia 2006

A VIAGEM DE UM BARQUINHO
A Viagem de um Barquinho -Texto de Sylvia Orthoff. Dir. Marcos Vogel - apresenta um mundo encantado onde tudo é construído por uma Lavadeira que traz todas as soluções em sua trouxa de roupas, fazendo-nos refletir sobre temas inerentes ao ser humano: suas limitações; a difícil escolha de um bem (ética); as frequentes perdas; os prazeres; as dúvidas; as paixões; tormenta; ameaças; a reflexão entre o conteúdo inexorável da vida e a necessidade dos sonhos.
"Ir e vir!
Ir...
Só gente que não tem imaginação é que não pode voltar.”
Ficha Técnica
(Foi a primeira montagem de espetáculo infantil do grupo,voltado para as infancias)
Texto: Sylvia Orthof
Direção: Marcos Vogel
Direção e Preparação Musical: Ricardo Garcia
Preparação Vocal: Eda Costa
Preparação Corporal: Rosangela Ribeiro
Elenco: Elaine Fernandes
Regina Lúcia (1ª Montagem)
Tâmara David (2ª Montagem)
evandro nunes
Marcus Carvalho
Rubens Rangel
Trilha sonora Original Elaine Fernandes
Marcus Carvalho
evandro nunes
Rubens Rangel
Figurino: Lola Murta
Confecção de Figurino: D. Tereza e Teatro Negro e Atitude
Cenário: Welisson Pimenta e Teatro Negro e Atitude
Confecção em Espuma: Luciana Santos
Voz da Matilde: Regina Lúcia
Produção: Luciana Gonçalves
Assistente Produção: evandro nunes
Divulgação Regina Lúcia
Programação Visual: Rubens Rangel
Assistente de Imprensa: Fernanda Oliveira
Realização: Teatro Negro e Atitude
Ano da Estreia 2003
CANJÁ EBÊ MUFÓ
“Canjá ebê mufó cali”
de Wal Souza, dir.: evandro nunes.
"Canjá ebê mufó cali"
é o desejo de querer ser terra mãe, de ter ventura mais livre,
de ser quem não pode ser subjugada.
"Canjá ebê mufó cali"
é a mulher que traz o homem, o seu destino, o nosso, os
vossos destinos. Destinos que são um só destino, metamorfoseando ao som de
vidas, idas e vindas por caminhos e espinhos.
"Canjá ebê mufó cali"
é mãe, que mata os filhos na ânsia da dor do parto, por si
sentir abandonada na vida; é os Orixás; é o vínculo de amor, poder e virtude.
"Canjá ebê mufó cali"
é reflexão; é questionamento; é canta efó
Ficha Técnica
Texto: Wal Souza
Direção: evandro nunes
Preparação Vocal: Eda Costa
Elenco: Elaine Fernandes, Regina Lúcia, Tâmara David, Flavia Santos (1ª Montagem), Rosilda Figueiredo (2ª Montagem) Marcus Carvalho, Rubens Rangel
Figurino: Ricardo Fausto
Cenário: Welisson Pimenta e Teatro Negro e Atitude
Produção: Luciana Gonçalves
Assistente Produção: evandro nunes
Realização: Teatro Negro e Atitude
Ano da Estreia 2001

CONVERSA DE DOIS
Conversa, rapaz!
“Conversa de Dois” é a expressão nua e crua, sem dó dos dilemas de excluídos. o espetáculo não encerra esses dilemas, não pretende esgotá los em alguns minuto de performance radical, mas tenta, esforça-se para exprimir de forma contundente o universo dos negros, pobres e favelados jogados numa situação de violência extrema, de loucura e morte, temas trabalhados a partir de uma estética renovadora do espetáculo, da cena, do teatro.
“Conversa de Dois” é um discurso, não panfletário, mas de protesto, num clima de beleza, de busca do belo e do prazer.
“Conversa de Dois” é um projeto de uma sociedade que pára para pensar, que reflete e muda seu cotidiano de omissão e violência. É conflito puro, pensado, concebido, dirigido e encenado por negros que não esperam nada além da interação.
Este espetáculo pertence aos refugiados de guerra do capitalismo, os favelados, neles representados pelo diretor, pela produtora e pelos atores.
Ficha Técnica
Texto: Livra adaptação do RAP Diario de um Detento, Racionais MC’s.
Direção: Rai Nonato
Preparação Musical e arranjos: Adriano Alves
Concepção de Cenário: Companhia Cenográfica
Figurino: Marcelo Xavier
Elenco: evandro nunes
Hamilton Borges
Produção: Josemeire Alves
Assistente de Imprensa: Carlos Alberto Froes
Trilha sonora Original Cristal
Hamilton Borges
Realização: Teatro Negro e Atitude
Ano da Estreia 1998
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